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Falta transparência nos partidos políticos, PSL e PCO são campeões, aponta pesquisa

O Partido Social Liberal (PSL)  do pré-candidato à Presidência da Republica, deputado federal Jair Bolsonaro é menos transparente do Brasil. Titulo que divide com o Partido da Causa Operária (PCO). Segundo o  levantamento inédito divulgado na última segunda-feira (12) pelo Movimento Transparência Partidária.

Mas a honra em ser um partido “transparente” ainda não é mérito de nenhum dos partidos políticos. Em uma escala de 0 a 10, a maior nota foi para o Novo, de 2,5. Tanto o PSL quanto o PCO conseguiram zerar o ranking já que não divulgam nenhum dos dados  no portal da Transparência Partidária.

O coordenador da pesquisa, cientista político Humberto Dantas,  defende que não é justificável a não apresentação dos dados no sistema, pois  nenhum dos critérios é uma exigência “fora da realidade. São  informações que todo cidadão, mereceria saber se quisesse filiar aos partidos”, neste caso PSL e PCO.

Em Mato Grosso, referência em analise política, o cientista político Onofre Ribeiro, em entrevista para o site Difusora Cuiabá, sobre o resultado da pesquisa do Movimento Transparência Partidária, disse que nenhum dos 36 partidos políticos são transparentes. Fator visível nos conteúdo dos dados publicados no site que deveria fiscaliza com mais  rigor, “fazem horrores com o dinheiro partidário que ultrapassam a soma de 1 bilhão, aprovado pela Câmara dos Deputados para o orçamento da União, elaborado a cada ano.”

Conforme pesquisa,  Ribeiro ainda aponta a habilidade dos famosos “donos” de partidos, patentes dada aos veteranos que ocupa a posição de presidentes de diretórios por décadas que nas mãos detém o poder para “destinar os recursos partidários antes e no período eleitoral”.

Vale lembrar que Fernando Collor de Mello, atual senador do Partido Trabalhista Cristão (PTC) de Alagoas, ganhou a sua primeira disputa eleitoral como Presidente da Republica em 1989, logo depois do Regime Militar, pelo partido nanico chamado PRN (Partido da Reconstrução Nacional), “ninguém sabia o que era e de onde vinha, elegeu pouquíssimos  deputados, não tinha diretório em quase lugar nenhum. Então o partido não é o mais importante, vemos pessoas lidando com os candidatos e não com os programas eleitorais”. Diante disso, Onofre acredita que a filiação do deputado federal Jair Bolsonaro ao PSL não merece tanta discussão.

Após recapitular parte dessa história da política brasileira, o eleitorado deve ficar atento nos ideais de cada candidato, como por exemplo, “o que Bolsonaro vem fazendo? denúncias.” Com frases que a população sem esperança deseja ouvir como “vou armar todo mundo (porte legal de arma de fogo), vou matar bandido, assim…um radicalismo de direita, isso não corresponde com os anseios da sociedade. Mas, alguns partidos nanicos querem um cara assim, porque no inconsciente coletivo há um desejo de vingança contra a politica e contra os políticos, então a questão da transparência nesse momento e no futuro próximo não vai ter na menor importância”, desabafa Onofre Ribeiro.

Para fazer o cálculo do ranking, no site da Transparência Partidária dividiu as exigências de divulgação em quatro grandes eixos, cada um deles com quatro critérios básicos:

CONTABILIDADE: receitas, despesas, patrimônio e formato do dado

DIRIGENTES E FILIADOS: relação de filiados, lista de dirigentes, histórico dos dirigentes e relação dos candidatos

PROCEDIMENTOS: regras para ocupação de cargos nos partidos, para a escolha dos candidatos nas eleições, para aplicação dos recursos do partido e composição do comitê de ética

ESTRUTURA PARTIDÁRIA: relação dos órgãos decisórios e executivos, portal específico da fundação com contabilidade, relação de contratados do partido com salário e agenda de atividades dos dirigentes.

Cada um dos critérios recebe uma nota de até 2,5. Assim, cada eixo tem uma nota máxima de 10. O resultado final é calculado obtendo-se a média entre os quatro eixos.

Partido Nota

(de 0 a 10)

Contabilidade Dirigentes Procedimentos Estrutura
NOVO 2,5 6 0 2 2
PT 1,58 0 0 2 3,5
DEM 0,88 0 0 0 3,5
PMDB 0,88 0 0 0 3,5
PP 0,88 0 0 0 3,5
PRB 0,88 0 0 0 3,5
PSB 0,88 0 0 0 3,5
PSDB 0,88 0 0 0 3,5
PSOL 0,88 0 0 0 3,5
PTB 0,88 0 0 0 3,5
PV 0,88 0 0 0 3,5
SD 0,88 0 0 0 3,5
PCB 0,75 0 0 0 3
PCdoB 0,75 0 0 0 3
PDT 0,75 0 0 0 3
PMN 0,75 0 0 0 3
PPS 0,75 0 2 0 3
PR 0,75 0 0 0 3
PROS 0,75 0 0 0 3
REDE 0,75 0 0 0 3
PHS 0,63 0 0 0 2,5
PPL 0,63 0 2 0 0,5
PRTB 0,63 0 0 0 2,5
PSC 0,63 0 0 0 2,5
PSTU 0,63 0 0 0 2,5
AVANTE 0,5 0 0 0 2
PMB 0,5 0 0 0 2
PODEMOS 0,5 0 0 0 2
PRP 0,5 0 0 0 2
PSDC 0,5 0 0 0 2
PTC 0,5 0 0 0 2
PSD 0,38 0 0 0 1,5
PEN 0,13 0 0 0 0,5
PCO 0 0 0 0 0
PSL 0 0 0 0 0

 

Fonte da pesquisa: Exame.abril.com.br

 

 

Sobre Elaine Coimbra

Jornalista e radialista cristã com atuação em produção de TV , Rádio e Site. Atualmente pós-graduando Comunicação Eleitoral e Marketing Político.

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